quarta-feira, 9 de maio de 2012

A miséria sólida e a ''modernidade líquida''




O Censo do IBGE nos mostrou o óbvio: mais da metade do País (55%) não tem saneamento básico, não tem acesso nem à rede de esgotos. Também nos mostra que somente por volta de 2070 (talvez) se resolva o problema da miséria endêmica. E nos prova que a trágica doença brasileira que o governo Lula condenou e utilizou como bandeira continua intacta, a não ser na mídia e no papo. As reformas essenciais que qualquer governo moderno conhece nunca foram realizadas.
Uma vez, escrevi sobre um menino pobre que fazia malabarismo na rua, diante de meu carro, e muitos se emocionaram, em cartas e e-mails. Gosto do texto, mas tive uma sensação de culpa por fazer sucesso com a miséria dos outros. De certa forma, eu lucrei. O menininho malabarista (onde estará ele agora?) enobreceu-me. Ou seja, a miséria me deu assunto e lucro. Para nós, os bacanas, a miséria é apenas um incômodo "existencial", uma sujeira na paisagem.
Temos de entender como a miséria está "dentro" de todos nós. Ali, no carro, diante do menino, eu fazia parte da miséria. Onde estava a miséria em mim, naquela noite? Estava no fato de eu ter carro? Talvez na blindagem de nossos corações contra o lado de fora da vida. Não basta sofrermos com o "absurdo" da miséria. Ela é uma construção minuciosa por um sistema complexo. A miséria não é absurda, é uma produção. Transformar a miséria em bandeira política, sem entender o conjunto que nos inclui, é uma atitude miserável. A miséria está nas emendas do orçamento, está na sordidez do sistema eleitoral, na falsa compaixão dos populistas, nas caras cínicas, "lombrosianas" dos ladrões congressistas, está na lei arcaica e sem reformas, está na atitude gelada dos juristas impassíveis, está nos garotinhos na rua e nos garotinhos da política.
Há alguns anos, tolerávamos tristemente a miséria, desde que ela ficasse longe, quieta, sem interferir na santa paz de nosso escândalo. A miséria tinha quase uma... "função social".
Mas, hoje, não adianta mais a eterna cantilena do "ah... coitados dos pobres..." Para entendermos o horror que nos envolve, temos de analisar as classes dominantes, a estrutura patrimonialista do País, a formação torta do Estado, a tradição histórica de nosso egoísmo. Livros e filmes devem ser feitos sobre os responsáveis por nossa fome e pobreza.
Com a indústria de armas, as drogas, a telefonia, a internet, a miséria foi tocada pela evolução do capitalismo. A violência é até uma trágica "modernização" da miséria. Ninguém sabe o que fazer com a neomiséria; por isso, a invenção das UPPs foi tão oportuna e original diante do óbvio: hoje, a miséria é grande demais para ser erradicada - temos de incorporá-la. Não tem mais jeito; a miséria tem de ser integrada à nossa vida.
Temos de conviver com ela, pois também somos miseráveis na alma, em nossa amarga alegria, em nossa ignorância política, em nossas noites vazias ou nos bares ameaçados, nos perigos das esquinas, em síndromes de pânico diante de nossa impotência, no narcisismo deslavado que aumenta entre as celebridades, na ridícula euforia das sacanagens e nas liberdades irrelevantes. A miséria está até na moda - vejam este texto de um catálogo "fashion":
"Use uma calça bacana, toda desgastada, bata na calça com martelo, dê uma ralada no asfalto, ou esfregue a calça com lixa, ou por fim, atropele seu jeans, passe por cima dele com o carro (blindado?). A moda pede peças puídas, como ficam depois de um ataque das traças ou baratas. E, se você tem algo a dizer sobre a vida, diga com sua camiseta, nas estampas com frases no peito..."
Somos vítimas da miséria pelo avesso, porque poderíamos ter um país muito melhor se fôssemos mais generosos. Menos egoísmo seria bom para o "mercado". Mais justiça social seria até lucrativa para os ricos: educação técnica, melhor mão de obra, mais consumidores. Mas, eles só pensam a curto prazo.
Antes, só falava de miséria quem não era miserável, em "fome" quem comia bem. Agora, os miseráveis já falam de nós. Antes, não víamos os miseráveis. Hoje, o menino malabarista nos vê e quer ser visto. Ele se exibe e isso é que nos dói (e ele é uma exceção pacífica.) A outra maneira de aparecer é pela violência. O medo despertou as elites desatentas.
Assim como a corrupção nos abre os olhos, denunciando a urgente reforma do Poder Judiciário paralítico, a violência prova o fracasso da administração pública. Não resolveremos nada. Os miseráveis é que vão fazer isso, aos poucos. E estão se expressando em movimentos de afirmação das periferias. Os marginalizados vão sair do horror para serem fontes de expressão vital. A miséria está nos educando.
E o problema é que ninguém sabe o que fazer. Cada vez mais o mundo vive a dor de um "mal" difuso e sem culpados claros. Leio a entrevista que Zygmunt Bauman deu ao Estadão, sábado passado; o filósofo polonês, estudioso da sociedade contemporânea, criador do conceito de "modernidade líquida", diz coisas excelentes em um diagnóstico do mundo atual, injusto e louco.
Mas, como sempre, na hora das "soluções", surge a ingênua impotência cheia de esperanças. O que fazer?
Aí, ele cita o professor Tim Jackson (da Universidade de Surrey) em sua obra recente, Redefinindo a Prosperidade, que propõe três caminhos para diminuir a pobreza no mundo:
1- conscientizar as pessoas de que crescimento econômico tem limites
2- mudar a lógica social dos governos, para que os cidadãos enriqueçam suas vidas por outros meios que não apenas bens materiais e
3- convencer os capitalistas a distribuir lucros não apenas segundo critérios financeiros, mas em função de benefícios sociais e ambientais.
Ótimo! Boa ideia! Agora só falta combinar com Wall Street e psicanalisar os governantes das nações poderosas. 


                                   De: Arnaldo Jabor

terça-feira, 8 de maio de 2012

"Sim, eu sou o poder" - Roberto Marinho*



O que dizer de nossa maior emissora e uma das maiores do mundo que surgiu com o apadrinhamento da ditadura? Mas não é só isso, pois a Globo surgiu com o investimento do grupo norte-americano Time-Life, o que era proibido pela Constituição Federal. Nenhuma outra rede recebeu tanto investimento assim, o que tornou fácil para a Globo formar seu monopólio. Chegou-se a formar uma CPI para apurar os fatos, mas não deu em nada. Até a rede inglesa BBC produziu um documentário sobre a Globo, intitulado "Muito Além do Cidadão Kane" em clara alusão ao filme "Cidadão Kane" de Orson Welles, tido como um dos melhores filmes de todos os tempos e que conta a história de um magnata das comunicações. O documentário foi proibido de ser exibido no Brasil (não sei se ainda continua proibido) tamanha a força da Globo. Vocês podem conhecer mais sobre as falcatruas da Globo baixando o livro e asssistindo ao documentário. Bom divertimento.

Clique aqui para fazer download do livro "A História Secreta da Rede Globo".

Assista ao documentário "Muito Além do Cidadão Kane" (dividido em 4 partes no YouTube):




quinta-feira, 3 de maio de 2012

O PODER DO PERFUME*




O poder dos perfumes vai além do aroma que exala de suas notas. Os estímulos aromáticos incitam emoções ou recordações. Um determinado cheiro pode suscitar memórias passadas e levar-nos numa viagem de sensações, nos remetendo a lugares, momentos e pessoas. Pode ser uma arma na sedução, além de ajudar a potencializar a personalidade. Enfim, as fragrâncias têm o poder de se comunicar.
Quase 90% do nosso paladar está relacionado ao olfato. Ou seja: se o cheiro da comida é bom, certamente achamos o gosto delicioso também. A mesma lógica acontece com o beijo. Se o homem se sentir inebriado pelo seu perfume, vai ficar com água na boca só de pensar em encostar os lábios dele nos seus.
A história do perfume remonta há três mil anos e são muitas as lendas que envolvem sua criação. A arte de fazer perfumes nasceu na antiga Mesopotâmia e no Egito como parte de rituais religiosos. Os dois métodos principais de uso nesta época eram a queima de incenso e a aplicação de bálsamos e ungüentos. Acredita-se que a rainha Cleópatra tenha sido uma ardente consumidora.
O esplendor da perfumaria floresceu com a Renascença. Nesta época, na Europa, o perfume se desenvolveu e popularizou-se. Mesmo feito ainda de forma artesanal, desempenhava importante papel social, como parte dos luxos diários e necessários de toda mulher nobre, encantando com suas doces fragrâncias e charmosos frascos, estes, aliás, um capítulo à parte, capazes de transformar, até os dias de hoje, os perfumes em verdadeiras obras de a

Segundo uma pesquisa que foi realizada com 3 mil mulheres, a pedido da Superdrug uma cadeia britânica de lojas de beleza.
Uma em cada 10 das entrevistadas afirmou ter encontrado sua cara-metade ao usar o Chanel no. 5. Em segundo lugar está o Be Delicious, da DKNY.

                             1. Chanel No 5 by Chanel

2. Be Delicious by DKNY

3. Ghost by Ghost

4. Eternity for Women by Calvin Klein

5. Hugo Woman by Hugo


                               6. Classique by Jean Paul Gaultier

7. Cool Water Woman by Davidoff

8. Angel by Thierry Mugler

9. Anais Anais by Cacharel

10. Obsession by Calvin Klein

11. Touch of Pink by Lacoste

12. DKNY Delicious Night

13. Miss Dior Cherie by Christian Dior



14. 212 Sexy for Women by Carolina Herrera

15. Diamonds by Emporio Armani

Uma das mulheres mais desejadas do planeta declarou que ia para a cama usando apenas duas gotas de Chanel nº 5. Marilyn Monroe sabia o poder de um bom perfume na arte da sedução. 

O perfumista francês Romano Ricci diz que usar as fragrâncias para aguçar a curiosidade masculina pode fazer qualquer homem se apaixonar. O segredo está em ser imprevisível. "Use um perfume leve em um dia. No outro, um sensual. Dessa maneira, você se mostra uma mulher intrigante", ensina o expert.


















quarta-feira, 2 de maio de 2012

Invenções inúteis e malucas que foram lançadas...

                                               
                                      CAVANHAQUE PRONTO


                                         CALÇA PIQUENIQUE

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TAMPA DE PRIVADA CONJUGADA

GUARDA CHUVA PARA OS PÉS

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Visitantes do Southside shopping center em Londres levaram um susto quando as portas do elevador se abriram.



Visitantes do Southside shopping center em Londres levaram um susto quando as portas do elevador se abriram, foram confrontados com um enorme abismo que parecia que o elevador estivesse sem chão.
A ilusão 3D de um buraco no meio do elevador foi criado para preparar o público para o lançamento de uma nova atração do Alton Towers Resort, Nemesis Sub-Terra.

Curiosidades sobre o corpo humano. Aposto que você não sabia!




1. É verdade que não se consegue digerir o chiclete, mas se engolires um, ela não se cola ao estômago, por isso, não faz mal engoli-lo.

2. Ao lamber um selo se consome 1 décimo de caloria.

3. O nosso estômago tem de produzir uma nova camada de muco de 2 em 2 semanas. Caso contrário digeria-se a ele próprio.

4. É impossível espirrar com os olhos abertos. (NÃO TENTEM ISTO EM CASA).

5. As pessoas inteligentes têm mais cobre e zinco no cabelo.

6. O músculo mais potente do corpo é a língua.

7. É impossível suicidar-se parando a respiração.

8. Os nossos olhos são sempre do mesmo tamanho, desde o nascimento, enquanto que as orelhas e o nariz nunca param de crescer.

9. É impossível lamber o cotovelo.

10. O suor não tem odor. São as bactérias da pele que criam o cheiro.

11. Apenas uma pessoa em cada 2 bilhões viverá mais de 116 anos.

12. Se gritares durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, a energia libertada é igual à necessária para aquecer uma chávena de café.

13. O coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o sangue a uma altura de 9 metros.



14. Os destros vivem em média 9 anos a mais do que os canhotos.

15. Uma pessoa pisca os olhos aproximadamente 25 mil vezes por dia.

16. Se as doenças do coração, o cancro e os diabetes fossem erradicados, a expectativa de vida do homem seria de 99,2 anos.

17. A cada ano, 98% dos átomos do nosso corpo são substituídos.

18. O crânio tem 29 ossos.

19. As unhas da mão crescem aproximadamente 4 vezes mais rápido que as do pé.

20. Os pés possuem um quarto dos nossos ossos.

21. 15 vezes ao dia é o número médio de vezes que um adulto normal dá risada. No entanto uma criança ri em média 400 vezes por dia



.23. Uma pessoa normal tem á volta de 1460 sonhos por ano.

24. Todos temos 300 ossos quando nascemos, mas chegamos a adultos apenas com 206.

25. A força necessária para dar três espirros consecutivos, queima exatamente o mesmo numero de calorias que um orgasmo.

26. Cada soluço dura menos de 1 segundo e ocorrem com um frequência normal e regular de 5 a 25 vezes por minuto. O livro dos recordes menciona um soluço que durou 57 anos.
22. 4 kg é o peso do cérebro humano. Este consome 25% do oxigênio que respiramos.



27. Por cada sílaba que o homem fala, 72 músculos entram em movimento. Para sorrir, são utilizados 14 músculos. Para beijar, 29.

28. O intestino delgado mede entre 6 a 9 metros. O intestino grosso tem 1,5 metros, mas é 3 vezes mais largo.

29. Um adulto elimina 3 litros de água por dia, por meio da urina, suor e da respiração.



30. O corpo humano é formado por 70% de água, que corresponde a metade do nosso peso. No organismo, a água transporta alimentos, resíduos e sair minerais; lubrifica tecidos e articulações; conduz glicose e oxigênio para o interior das células, e regula a temperatura.

31. Se não exercitarmos o que aprendemos, esquecemos 25% em seis horas, 33% em 24 horas e 90% em seis meses.

32. Com uma média de 70 batidas por minuto, o coração bate 37 milhões de vezes por ano.
33. Se dormirmos, em média, 8 horas por dia, aos 40 anos teremos dormido 13 anos.

34. O olho humano é capaz de distinguir 10.000.000 de diferentes tonalidades.

35. Você fala sem pensar? Os cientistas calcularam que a velocidade de um pensamento é de 240 km/h!
36. O esqueleto de um homem de 64 quilos pesa cerca de 11 quilos.

37. Em média, uma criança de 4 anos faz 437 perguntas por dia.


38. Numa vida, um ser humano passa, em média, 8 anos em filas de espera.


GATOS NA IDADE MÉDIA





A Idade Média teve início, na Europa, com as invasões bárbaras (germânicas), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente, e com a desintegração do mesmo, em 476 d. C. (século V). Essa época estende-se até o século XV (1453 d. C.), com a queda de Constantinopla – quando houve uma retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada. A Era Medieval pode ser subdividida em 2 períodos: 
1. Alta Idade Média - que vai do século V ao séculoX
2. Baixa Idade Média - que vai do século XI ao século XV

A Idade Média, foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feiticeiras e feitiçarias e, considerados criaturas diabólicas. Nesta época nasceu a maioria das superstições, das quais algumas chegaram até nossos dias. O que aconteceu com os gatos que, eram adorados no Antigo Egito, para passarem a ser execrados na Era Medieval ? No Antigo Egito , em torno de 4 mil a. C., os egípcios domesticaram gatos, que, foram usados para o controle de pragas em seus estoques de grãos. Ficaram tão impressionados com as qualidades de caçador dos gatos que, passaram a considerá-los sagrados. A deusa Bastet , deusa da fertilidade e felicidade, era representada como uma mulher com cabeça de gato. Do Egito, os gatos foram levados para a Itália: na Roma Antiga, já eram considerados símbolos da liberdade e, qualquer representação da deusa da Liberdade apresentava um gato repousando a seus pés. Da Itália espalharam-se pelo restante da Europa. A ligação dos gatos com os cultos pagãos, desencadeou uma campanha da Igreja Católica contra eles. Nos mitos escandinavos, que originaram muitas das crenças pagãs, a carruagem de Freyja , deusa do amor e da cura, era puxada por gatos. A deusa guardava em seu jardim as maçãs com as quais se alimentavam os deuses no Valhalla, e sua iconografia é representada por gatos puxando sua carruagem, acabando por haver a associação entre o animal e a própria divindade. O culto a Freyja foi considerado heresia e os membros desta seita severamente punidos com tortura e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os pretos. 
Na Europa o dia de Todos os Santos, data importantíssima para a Velha Religião (pagã), era comemorado, pelos cristãos, jogando-se na fogueira, sacos cheios de gatos vivos. Os supersticiosos acreditavam que as bruxas podiam transformar-se em gatos que, eram então queimados vivos pelos cristãos que os consideravam agentes do mal. Se alguém fosse visto alimentado ou ajudando um gato, era denunciado como bruxa e era torturado e morto. As pessoas acusadas de bruxaria e seus gatos, eram responsabilizados por qualquer catástrofe que acontecesse: tempestades, falta de chuvas, má colheita, doenças, mortes súbitas, etc.. A partir disso, o gato converteu-se em bode expiatório para as tentativas de "purificação" da Igreja Católica, ou seja, a eliminação de todo e qualquer vestígio do paganismo (ou Velha Religião). Essa perseguição gerou várias superstições, como a de que cruzar com um gato preto "dá azar", que o gato é o olho do diabo, etc.. 
Essa prática de queimar gatos, acabou por estender-se a qualquer tipo de comemoração, o que quase dizimou a população felina e, consequentemente, favoreceu a multiplicação de ratos, praga que portava um mal infinitamente superior aos "demoníacos" gatos: a peste bubônica ou peste negra. A peste disseminou-se por toda a Europa. A peste bubônica , em meados do século XIV, devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente. E, não havia mais gatos, predadores naturais dos ratos. Além disso, as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas e, os ratos espalharam-se facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. 
No ano de 1400 os gatos estavam a ponto de desaparecer da Europa. Recobram-se a partir do século 17, principalmente por sua habilidade em caçar os ratos, causadores de perdas significativas nas lavouras e propagadores de doenças temíveis para o homem, sendo aceitos, novamente, nas casas e nos navios, para acabarem com os roedores.
A partir do século XIX, o gato voltou a ser exaltado - até por escritores como Victor Hugo e Baudelaire. 
Atualmente, os gatos são considerados pets ideais, tanto para apartamentos como casas; não são ruidosos, não precisam ser levados para passear, comem pouco, são extremamente limpos, agradáveis e afáveis, sendo muito companheiros e fiéis a seus donos