quinta-feira, 5 de abril de 2012

A PÁSCOA

Páscoa  é considerada um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.

   A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida


   Pascoa Judaíca


   Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.

    A Bíblia judaica institui a celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14:Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua       


   Páscoa Cristã
  forma, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: "Esta é o cálice da Nova Aliança no meu sangue; fazei isto, sempre que bebê-lo, em memória de mim". Sempre que você comer este pão e beber este cálice, você vai estar anunciando a morte do Senhor até que ele venha. (1 Corintios 11:23-26).

  Páscoa Capitalista
 Porém a Páscoa foi substituída pela Santa ceia, através de Jesus Cristo. Segundo a Bíblia, Cristo ao morrer por nós, quebrou o concerto de Deus com os israelitas, nos dando a chance de também sermos filhos de Deus, atraves do concerto com ele, pelo Batismo. 
Durante a Última Ceia, e em referência específica ao tomar o pão e o vinho, Jesus teria dito aos seus discípulos, "Façam isso em memória de mim", (1 Coríntios 11:23–26). No   
   O Apóstolo Paulo foi o primeiro a mencionar sobre a Santa Ceia. Ele escreveu: Por que recebi do Senhor o que eu também vos ensinei: O Senhor Jesus, na noite que foi traído, tomou o pão e, quando ele tinha dado graças, ele o partiu e disse: "Este é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim ". Da mesma forma, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: "Esta é o cálice da Nova Aliança no meu sangue; fazei isto, sempre que bebê-lo, em memória de mim". Sempre que você comer este pão e beber este cálice, você vai estar anunciando a morte do Senhor até que ele venha. (1 Corintios 11:23-26).

 Alusão a Páscoa Pagã
Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo.



  Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PRODUTORA BRASILEIRA COMPRA DIREITOS PARA ADAPTAR ÁLBUM DE BOB DYLAN.


A produtora brasileira RT Features, do empresário Rodrigo Teixeira, adquiriu os direitos para adaptar para o cinema o disco "Blood on the Tracks", trabalho clássico de Bob Dylan. O projeto será produzido por Teixeira e seu sócio, Fernando Loureiro, que ainda não têm um diretor contratado.
"Como admiradores de longa data de um dos maiores álbuns da história da música, nos sentimos privilegiados por fazer este filme", declarou Teixeira à versão online da revista Variety. "Nosso objetivo é trabalhar com um cineasta que possa criar um drama clássico com personagens e atmosfera que capturem os sentimentos que o álbum induz em todos os fãs."

Lançado em 1975, "Blood on the Tracks" reúne canções como "Tangled Up in Blue", "Simple Twist of Fate", "You're Gonna Make Me Lonesome When You Go" e "Shelter from the Storm", clássicos do repertório de Dylan, que teria se inspirado no divórcio de sua terceira mulher.
Não seria o primeiro projeto da RT Features inspirado no mundo da música: "O Abismo Prateado", de Karim Aïnouz, foi escrito a partir de "Olhos nos Olhos", de Chico Buarque. A companhia também pretender adaptar "Vale Tudo", biografia best-seller de Tim Maia escrita por Nelson Motta.

Responsável por filmes como "Heleno" e "O Cheiro do Ralo", a RT Features se especializou em comprar direitos autorais de livros – estão no portfólio da empresa, por exemplo, "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", de Fernando Morais, "O Filho Eterno", de Cristovão Tezza, e "Pornopopéia", de Reinaldo Moraes.

Nos últimos anos, a produtora tem procurado também investir em projetos internacionais, falados em inglês. De acordo com a Variety, fechou uma parceria com a Thunder Road Pictures ("Fúria de Titãs") para filmar "Strip", romance de Thomas Perry inédito no Brasil, e uma coprodução com a Kennedy/Marshall ("Cavalo de Guerra", "As Aventuras de Tintim") para fazer "Games of 1940", drama da Segunda Guerra Mundial com roteiro de David Seidler (ganhador do Oscar por "O Discurso do Rei").
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

SOLIDARIEDADE


Você sabe o que quer dizer essa palavra que soa tão leve, mas que se mostra forte?
Entre tantas traduções achei importante citar o sentido moral que vincula o individuo à vida, aos interesses e às responsabilidades dum grupo social, duma nação ou da própria humanidade.
A vida traz responsabilidades nem sempre aceitas pelo homem.
O universo oferece sonhos, consumos, prazeres, facilidades de aceitação garantidas.
Com isso, percebo o quanto o mundo precisa urgentemente de pessoas solidárias.
O sol que existe nessa palavra, tem que brilhar pra todos igualmente.
Na prática, não é o que acontece. Pois até o sol é tirado de algumas pessoas, quando lhes roubam a vida.
Estatutos dizem de direitos e deveres. Mas quem os aplica?
Qual é o interesse de homem em deixar, velhos, mulheres, crianças, morrerem de fome?
Por que uma pessoa acumula fortunas, sem notar o mendigo que dorme ao relento sobre um jornal?
Indústrias farmacêuticas manipulando as descobertas de cura com o interesse de aumentar seus ganhos na venda de remédios.
Homens ainda em trabalho escravo, sendo discriminado, sem ter quem lhe estenda a mão.
Quem exerce a solidariedade, tem o sol brilhante na alma, é forte, sólido.
Não sucumbi à interesses mesquinhos.
Me dê a mão !!!! Aos poucos nosso grupo pode crescer, e nessa batalha, podemos não vencer a guerra, mas nos fortaleceremos ainda mais.
Façamos nossa parte, buscando a verdade, orientação, procurando sempre reconhecer os erros, assimilando os golpes.
Não fujamos dos compromissos difíceis.
Compartilhe a vivência do outro, entregue-se à bondade, chore, se emocione com um gesto de carinho, um abraço, desarme o coração.
Estenda sua mão.
Ela pode ser pequena, mas aos olhos de quem precisa, ela pode ter o tamanho do abismo e resgatar quem está no mais profundo dele.
Vamos à luta !!!!!!!!!!!!!!

ESCOLHEMOS QUEM SOMOS.



Escolhemos quem somos
Não escolhemos onde nascemos.
Não escolhemos como nascemos.
Mas escolhemos como vivemos. Como seremos. O que faremos.

Todos os dias nos deparamos com a desigualdade social que faz do Brasil um dos países com pior distribuição de renda do mundo. Ao passar por qualquer rua, qualquer bairro, em qualquer cidade do país, nos chocamos com essa desigualdade de modo constrangedor. Mesmo em nossos dias mais alegres, ao tomar um sorvete, ao dobrar uma esquina, ao parar em um cruzamento, nos sentimos desafiados por uma situação que, desde o berço, priva boa parte das pessoas do acesso à saúde, à educação, à segurança, à alimentação, à moradia... tantos direitos assegurados pela Constituição Brasileira, pela Declaração dos Direitos Humanos e pela nossa própria consciência, mas que ainda estão tão distantes de se concretizarem...

Sentimo-nos constrangidos por nossa própria boa sorte, e por não saber como agir, nos abstemos. Para livrar nossa consciência da incômoda sensação de culpa, atribuímos a responsabilidade aos govermos todos, à política, aos bancos estrangeiros... E prosseguimos. De vez em quando nos livramos daquilo que nos sobra, de que nos cansamos ou para o que não achamos espaço, e sentimos um alívio momentâneo. Pela insistência de um pedido, ou pelo constrangimento de uma situação, contribuímos semi-compulsoriamente, para nos livrarmos rapidamente do incômodo.

A dinâmica de nossos dias não nos deixa tempo suficiente para pensarmos, para refletirmos sobre questões mais amplas do que nossas próprias necessidades ou interesses imediatos. Ainda que nosso cotidiano tenha sido facilitado com as máquinas que fazem parte do trabalho, o tempo sempre nos falta, nos escapa por entre os dedos, e por isso adiamos a reflexão sobre as 'grandes questões', concentrados na sobrevivência, na satisfação dos desejos e em alcançar metas que nos colocamos.

A humanidade avançou muito, vivemos possibilidades que pareciam impossíveis há poucas décadas. Dominamos o genoma humano, mas ainda não aprendemos a conviver. Podemos nos comunicar com pessoas do outro lado do mundo, mas fingimos que não vemos quem está bem do nosso lado.

Não estamos sós, não inventamos essas estratégias, fomos nelas envolvidos sem perceber. Não somos culpados delas, não criamos a injustiça, nem inventamos a indiferença. Elas estavam aí antes de nascermos, mas nós as aprendemos por imitação, socializados no mundo do qual elas já faziam parte, involuntariamente assumindo comportamentos, idéias e valores sociais que faziam parte de nossa cultura.

Mas estaremos nós condenados a ser como somos, ou como aprendemos a ser? Poderemos nós ser mais do que somos, escolher individualmente quem e como seremos?

Não haveria educação se assim pensássemos. Se acreditássemos que 'somos o que somos' e que não há espaço para mudança, por que aprenderíamos? A educação é irmã da esperança, ela tem fé no ser humano, sabe que a consciência liberta, que o pensamento recria, que a reflexão renova.

Precisamos de educação mais do que tudo.
Precisamos também pensar sobre a educação de que precisamos.
Não vale a pena uma educação que não abra os olhos, que não aumente o campo de visão, que não se debruce sobre o mundo, que não creia na grandeza e na beleza do ser humano.
E de todo ser humano que há no mundo.

Não adianta aprender a fazer sem saber por que o fazemos.

Pensar se aprende. Ser também se aprende.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Qual é a utilidade do estudo da Lógica?

 A resposta a esta questão só pode ser verdadeiramente compreendida depois de aplicarmos os conceitos lógicos na resolução de exercícios  e na própria argumentação filosófica. No entanto, faz sentido percebermos à partida o que podemos ganhar em filosofia (e na vida em geral) com o estudo da Lógica. Os autores deste texto explicam-nos isso de forma clara.
A lógica estuda alguns aspectos da argumentação. A lógica permite-nos 1) distinguir os argumentos correctos dos incorrectos, 2) compreender por que razão uns são correctos e outros não, e 3) evitar cometer falácias ou sofismas na nossa argumentação. Uma falácia ou um sofisma é um argumento incorrecto que parece correcto. Um argumento correcto é um conjunto de afirmações organizadas de tal modo que uma delas (a conclusão) é apoiada pelas outras (as premissas). Num argumento incorrecto as premissas não apoiam a conclusão (...).
O papel da lógica torna-se manifesto quando compreendemos que os filósofos procuram, implícita ou explicitamente, argumentos sólidos e relevantes para defender as suas ideias. Mas para sabermos se um argumento é sólido e relevante precisamos de saber se é válido. E é a lógica que nos ajuda a saber se um dado argumento é ou não válido (...).
A lógica tem dois papéis na filosofia: clarificar o nosso pensamento e ajudar-nos a evitar erros de raciocínio. A filosofia é identificada por um conjunto de problemas. Os filósofos, ao longo da história, têm respondido a esses problemas, tentando solucioná-los. Para isso, apresentam teorias e argumentos.
Precisamos da lógica para avaliar criticamente os problemas da filosofia. Se alguém quiser reflectir sobre o problema filosófico de saber por que razão as ideias verdes não são salgadas, o melhor que temos a fazer é mostrar que esse é um falso problema. Para isso precisamos de argumentos.
Precisamos da lógica para avaliar criticamente as teorias dos filósofos. Será que uma dada teoria é plausível? Como poderemos defendê-la? Quais são os seus pontos fracos e quais são os seus pontos fortes? E porquê?
Precisamos da lógica para avaliar criticamente os argumentos dos filósofos. São esses argumentos sólidos? Ou são erros subtis de raciocínio? Ou baseiam-se em premissas tão discutíveis quanto as suas conclusões?
Assim, para que os nossos estudantes possam enfrentar os problemas da filosofia de forma criativa, têm de dominar os instrumentos críticos elementares que lhes permitirão formular com clareza os problemas, as teorias e os argumentos da filosofia, e que lhes permitirão adoptar uma postura crítica — defendendo as suas próprias ideias com argumentos. A arte da filosofia é a arte da fundamentação das nossas ideias em argumentos sólidos, criativos e inteligentes. Dominar essa arte é ter a capacidade de distinguir os argumentos com essas características daqueles que não as têm, e ter a capacidade para mudar de ideias quando somos incapazes de as defender com argumentos bem fundamentados. O pensamento logicamente disciplinado não inibe portanto a criatividade; pelo contrário, promove-a(...). A lógica ajuda-nos a pensar em diferentes possibilidades. Para determinarmos se um argumento é ou não válido temos de determinar se há algum modo de as premissas serem todas verdadeiras e a conclusão falsa. Uma falácia é precisamente um argumento que parece válido a uma pessoa sem formação lógica porque ela não é capaz de ver que é possível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa (ou seja, não é capaz de ver que a conclusão não é uma consequência lógica das premissas). O estudo da lógica contribui assim decisivamente para a criatividade filosófica, pois habitua o estudante a pensar em circunstâncias novas que de outro modo não teria em consideração.

Desidério Murcho e Júlio Sameiro, Lógica - 11° Ano

Por que os dias da semana têm "feira" no nome?


"Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses conti- nuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos bigodudos - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.

O que se passa nas cabeças das outras pessoas?


Pode-se sempre correr as persianas da consciência. Nunca sabemos ao certo o que outra pessoa está realmente a pensar. Mesmo que decida contar-nos, nunca podemos saber se está a dizer-nos a verdade, ou a verdade toda. E, pelo mesmo raciocínio, ninguém pode conhecer os nossos pensamentos como nós os conhecemos.
- E provavelmente ainda bem. A vida social seria bem mais difícil de outra forma.
Exatamente. Imagine como teria sido a festa dos Richmonds se toda a gente tivesse aqueles balões por cima das cabeças, como na banda desenhada para crianças, com Pensamentos… dentro delas. - Ao dizer isto, ele crava os olhos em Helen, como se a especular sobre os pensamentos dela nesse momento.
Ela cora ligeiramente. – Suponho que é por isso que as pessoas leem romances – diz ela. Para descobrir o que se passa nas cabeças de outras pessoas.
- Mas tudo aquilo que descobrem realmente é o que se passou na cabeça do escritor.»
David Lodge, Pensamentos secretos, Edições Asa, Porto, 2002, pág. 52.